AULAS DE BALLET
Sinopse/Enredo
Ballet - já o disseram - é, antes de mais nada, sacrifício. Desde pequenina, a criança se orienta pelos caminhos árduos do bailado, pegando pesado tributo à vontade de, um dia, tornar-se principal figura de nossos palcos. Mas o ballet, ao contrário do que se pensa, não serve apenas para quem tem aspirações artísticas. Como a ginástica rítmica, sere para a modelagem do físico e o encaminhamento do espírito da criança. Para a menina que estuda, e que se vê obrigada a uma postura incômoda, visam o bailado e a ginástica à correção da coluna vertebral e do abdômen, bem como das pernas e dos pés. Nem sempre a estudante de ballet chega a ser uma estrela, não basta querer. É preciso algo mais. A inclinação natural para a mais nobre das artes que supera todas as dificuldades, que se sobrepõe a todos os sacrifícios. De acordo com a professora Renée Gumiel, ex-bailarina na França e ex-resistente "maquis", no Brasil grandes são as dificuldades que se antepõem àqueles que sonham com o ballet-criação. Faltam teatros. As orquestras são caríssimas, e as partituras, difíceis. Só mesmo um espírito abnegado poderia sobreviver, quando não se dispõe a procurar outros centros, notadamente os europeus, onde a ajuda oficial ao ballet é grande e os corpos de bailado existem para dar guarrida aos profissionais. Falta ao Brasil o eddo oficial, para fazer com que sobreviva a iniciativa privada no difícil campo de formar-se bailarinas. (Baseado em FD19621015)